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Formación de Hermanos SVD

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PROGRAMA DE FORMAÇÃO
DOS IRMÃOS SVD NO BRASIL

PRINCÍPIOS NORMATIVOS DA FORMAÇÃO SVD (XIII Capítulo Geral SVD)

  1. A formação SVD é uma caminhada ativo-contemplativa para o Pai, na companhia com o Filho, sob a direção do Espírito Santo.

  2. A formação para todas as etapas, no sentido dado pelo fundador, é um seguimento (discipulado) missionário de Jesus, Verbo Encarnado que nos transforma e unifica.

  3. A formação realiza-se numa comunidade que fomenta relações maduras caracterizadas pela abertura e auto-doação no diálogo e estilo de vida.
    A formação fomenta e desenvolve a base fundamental religiosa e missionária de nossa única vocação.

  4. A formação abre a pessoa aos não evangelizados, marginalizados, pobres e oprimidos.

  5. A formação habilita o formando a desenvolver um modelo de aprendizagem que combine o estudo acadêmico criativo com a capacidade de refletir sobre a realidade e a vontade de aprender da experiência.

  6. A formação habilita o formando a por à prova o seu entusiasmo e entrega à missão, e antes de maiôs nada pela aceitação da sua própria identidade cultural e étnica, de modo que se torne capaz de, mais tarde, se integrar noutras culturas e de as estimar.

1. OBJETIVO GERAL

Formar religiosos missionários na vertente de Irmãos, no presente e no futuro, consoante o espírito do Fundador: Bem-Aventurado Padre Arnaldo Janssen, conforme as normas constitucionais e em consonância com outras disposições dos Capítulos Gerais e Provinciais a serviço da SVD, da Igreja e do mundo, tendo em vista a realização humana, cristã e religioso-missionária.

1.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  1. Promover uma adequada preparação para assumir a vocação-missão de irmão missionário verbita.

  2. Acolher fraternalmente o candidato à vida religioso-missionária verbita, na animação vocacional, nas comunidades de formação e nas demais comunidades.

  3. Propiciar uma sólida formação espiritual, para o candidato poder assumir a vida religioso-missionária verbita.

  4. Favorecer uma boa preparação para o trabalho profissional, social e pastoral que corresponda à sua vocação (cf. Const. 515.2).

  5. Descobrir e valorizar as capacidades e aptidões do candidato, a fim de que possa corresponder às tarefas missionárias da SVD (cf. Const. 515.1).

  6. Integrar na formação profissional a preparação teológica e missiológica fundamentais, em vista do amadurecimento de sua própria vocação e melhor engajamento pastoral (cf. Const. 515.3).

  7. Explicitar atividades sociais e apostólicas, que sejam objeto da dedicação dos irmãos, em todas as etapas da sua formação (PFT), para criar maior consciência da missão “ad gentes” (cf. Const. 515.3).

  8. Operacionalizar encontros com outras culturas, bem como colaboração missionária por tempo limitado para formandos desta vertente (cf. Const. 515.3).

  9. Criar espaços e estruturas, por exemplo, os encontros provinicais e interprovinciais de irmãos jovens, de meia idade e idosos, estendendo-os, eventualmente, a estudantes e candidatos, para que lhes seja encarecido o entusiasmo vocacional.

  10. Cooperar para uma esmerada preparação dos irmãos para os votos perpétuos, bem como para a destinação missionária, dentro ou fora do país, aproveitando, também, os encontros da CRB, para tanto.

  11. Incorporar, na medida do possível, contribuições oriundas de encontros inter-congregacionais de irmãos.

  12. Partilhar com outros Institutos nossas experiências formativas, na vertente de irmãos missionários.

2. EIXOS DA FORMAÇÃO

2.1. ESPIRITUALIDADE

  • OBJETIVO

    • Desenvolver uma mística, que ligue FÉ e VIDA, visando o testemunho de uma Experiência de Deus encarnada na realidade como irmão missionário verbita.

  • PISTAS DE AÇÃO

    • Favorecer momentos pessoais e comunitários de oração.

    • Partilhar a Palavra de Deus, lida e meditada a partir da realidade dos empobrecidos.

    • Levar à comunhão com Deus a partir duma inserção concreta (testemunho).

  • DESAFIOS

    • Superar a espiritualidade entendida apenas como oração.

    • Respeitar a religiosidade pessoal dos formandos (herança familiar).

    • Superar uma concepção intimista de Deus, sem banir, é claro, ou deixar em segundo plano, a oração (veja pistas de ação).

2.2. VIDA COMUNITÁRIA

  • OBJETIVO

    • Favorecer uma convivência de partilha fraterna, “corresponsabilidade” e solidariedade, que respeite as origens culturais e leve em conta a opção vocacional religioso-missionária de cada um, tendo em vista a internacionalidade da SVD e a missão do irmão. Mais: levar a sério os momentos fortes de comunidade: tempo de oração, eucaristia, refeições, recreios, encontros, desertos; sem o que poderemos caminhar para um profundo individualismo, sob a capa comunitária.

  • PISTAS DE AÇÃO

    • Convívio e compromisso com os empobrecidos, com abertura para a missão “ad gentes”.

    • Criar relações afetivas maduras e livres.

    • Despertar o sentido de pertença à família verbita como um todo.

    • Promover momentos de convivência (lazer, trabalhos comunitários, pessoais, desertos, etc.)

  • DESAFIOS

    • Diversidade de horários dos membros da comunidade.

    • Superar a polarização presbiteral na Vida Religiosa.

    • Superar a discriminação racial, regional e cultural.

2.3. ESTUDO

  • OBJETIVO

    • Dar e/ou ampliar capacitação acadêmica, profissional, social e pastoral, para tanto melhor assumir a missão de irmão missionário verbita.

  • PISTAS DE AÇÃO

    • Proporcionar o estudo de uma profissão/pastoral (específica), sem esquecer a preparação teológica, espiritual e missionária.

    • Cultivar o hábito do estudo continuado, através da leitura (livros e revistas recomendadas).

  • • DESAFIOS

    • Como favorecer e valorizar mais a formação religioso-missionária verbita, sendo que, muitas vezes, o formando desta vertente tem um horário diferente dos demais estudantes da comunidade?

    • Como melhorar a formação teológica e missiológica dos irmãos missionários verbitas, sendo que, atualmente, os cursos têm uma forte orientação clerical?

2.4. PASTORAL

  • OBJETIVO

    • Inserir-se na pastoral da Igreja local, aprofundando o carisma pessoal e verbita, como compromisso localizado e, tanto quanto possível, estável, contudo, aberto à missão “ad gentes”.

  • PISTAS DE AÇÃO

    • Favorecer a experiência de PFT ou um estágio pastoral no país (numa outra região cultural/geográfica).

    • Avaliar periodicamente o trabalho pastoral, a fim de discernir melhor a prática, bem como o carisma específico.

    • Pertencer a uma equipe de pastoral, evitando isolamento e/ou ações paralelas, aprendendo a caminhar em conjunto.

  • DESAFIOS

    • Avaliação sistemática das atividades pastorais.

    • Ativismo que impeça ou dificulte a assumir uma área específica de pastoral.

    • Acompanhamento vocacional e a formação mais adequada à vertente verbita.

2.5. TRABALHO

  • OBJETIVO

    • Valorizar o trabalho como elemento fundamental da vocação do irmão religioso-missionário, tendo em vista a sua capacitação profissional e/ou acadêmica.

  • PISTAS DE AÇÃO

    • Favorecer períodos de trabalho nos ramos de capacitação profissional e/ou acadêmica dos respectivos formandos.

    • Valorizar o trabalho como formativo na dimensão humano-social e não apenas como emprego, para subsistência.

    • Assumir os trabalhos comunitários, tendo em vista a “co-responsabilidade” do formando em casa.

  • • DESAFIOS

    • Integrar: vida comunitária, estudo e trabalho.

    • Valorizar o trabalho como parte da formação global do candidato à irmão missionário verbita.

Etapas da Formação

Propostas elaboradas no último encontro interprovincial (setembro de 2001) sobre a presença de irmãos, acompanhamento e cursos específicos em cada etapa da formação:

  • ANIMAÇÃO VOCACIONAL

    • Ter a presença de um irmão na equipe.

  • PROPEDÊUTICO

    • Acompanhamento do coordenador provincial ou regional dos irmãos.

    • Ajudar na definição não adiar.

    • Cada candidato junto com o formador e coordenador dos irmãos elaborar o “projeto” pessoal de formação para as etapas seguintes. Sendo este um instrumento de avaliação periódica e revisão.

  • POSTULANTADO

    • Nesta etapa priorizamos a preparação Teológica – Bíblica – Missiológica – Pastoral.

    • Sugerimos como cursos: Ciências Religiosas ou Teologia Pastoral, não excluindo a possibilidade do curso de filosofia ou na área de humanas.

    • Presença dos coordenadores nas equipes provinciais de formação.

  • NOVICIADO (Comum)

    • Deve continuar a presença de um irmão como atualmente acontece.

  • JUNIORATO

    • Esta seria a etapa dedicada a formação especifica ou profissional.

    • Para quem necessite: o primeiro ano poderia ser de preparação para o vestibular e Cursos Pastorais (Centro Bíblico...) – sendo acompanhado além do formador da comunidade pelo Coordenador Provincial ou Regional.

    • Vemos como conveniente todos realizar esta etapa na Província Centro (BRC).

    • Recomendamos o PFT para todos os candidatos a irmãos e sugerimos que deveria talvez acontecer depois da Conclusão do Curso Especifico ou Profissional. Ficando para depois do PFT Preparação aos Votos Perpétuos.